Direto ao ponto.

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domingo, 20 de maio de 2012

Arquidiocese de Brasília comemora o 46º Dia Mundial das Comunicações Sociais

Para comemorar o dia mundial das Comunicações, a Arquidiocese prepara uma missa no dia 20 de maio às 10h30 na Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Pompéia.
Com o tema: “Silêncio e Palavra: caminho de evangelização”, o papa diz que o silêncio não é apresentado simplesmente como uma forma de contraposição a uma sociedade caracterizada pelo fluxo constante e incontrolável de ruídos na comunicação, mas como um elemento necessário de integração.  

No intuito de aprofundar o tema, a Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação, da CNBB preparou um livreto para o Dia Mundial das Comunicações, que contém: A mensagem do Papa Bento XVI; Uma reflexão de dom Dimas Lara Barbosa, arcebispo de Campo Grande (MS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação, sobre o texto do Papa; Sugestões de como celebrar e comemorar o Dia Mundial das Comunicações.
Atualmente, a Arquidiocese de Brasília tem cerca de 35 pastorais de comunicação. Elas trabalham diretamente com a divulgação de eventos, produção de material jornalístico, redes sociais e integração com demais pastorais.
Serviço:
Missa pelo 46º Dia Mundial das Comunicações Sociais
Dia: 20/05/2012
Local: Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Pompéia
Endereço: Rua da Igreja, acampamento DFL lt. 06 – Vila Planalto
Horário: 10h30

Presidente do Pontifício Conselho para Comunicações fala aos jovens por videoconferência


Dom Claudio Maria Celli, presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais (PCCS), participou de uma videoconferência com dom Dimas Lara e dom Eduardo Pinheiro e tratou do papel da comunicação na evangelização durante a manhã deste sábado, 19 de maio, no Seminário de Jovens Comunicadores promovido pelas comissões de Juventude e Comunicação da CNBB.
O presidente do PCCS lembrou que o grande testemunho de comunicação que os jovens brasileiros são chamados a dar na próxima Jornada Muindial da Juventude a ser realizada em julho do ano que vem no Rio de Janeiro com a presença do papa Bento XVI é o testemunho do amor. "Que os jovens do mundo inteiro possam olhar para os brasileiros e dizer como se dizia dos primeiros cristâos: vejam como eles se amam", frisou dom Celli.
A videoconferência funcionou com algumas limitações - em algum momento, dom Celli nao podia ouvir bem  em Roma aquilo que se dizia em Brasília - e foi concluída com uma palavra de dom Eduardo com um apelo para que os bispos, padres e lideranças das comunidades ouçam mais a juventude. Na despedida, os jovens aplaudiram dom Celli que saudou, com especial vigor, a presença dos bispos brasileiros no Seminário.
O Seminário de Jovens comunicadores prossegue até o domingo, 20 de maio, na hora do almoço.
Confira a programação do sábado:
07h30 - Chegada
08h00 - Leitura Orante na ótica da comunicação - Ir. Rosana Pulga
08h45 - Comunicação e evangelização - Dom Claudio Maria Celli, presidente do PCCS (videoconferência)
Jovens católicos: comunicação que transforma vidas - Pe. Antonio Spadaro
10h50 - Intervalo
11h10 - Debate
12h00 - Almoço
14h00 - Geração Y : atrair, enquadar, reter ou só entender? - Prof. Elizabeth Saad
Igreja: antenada e conectada - Pe. Gildásio Mendes dos Santos
Jovem católico: mística do comunicador - Pe. Antonio Spadaro
15h50 - Intervalo
16h15 - Grupos de interatividade
17h15 - Plenário
18h30 - Celebração Eucarística - presidida por Dom Dimas Lara
20h00 - Jantar
21h00 - Apresentação de dança

CRISTO ELETRO MUSIC


domingo, 13 de maio de 2012

Imagem de Nossa Senhora de Fátima participará da 8ª Jornada Nacional do Peregrino, em Roma!


A imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima visitará Roma para a 8ª edição da Jornada Nacional do Peregrino. O evento será realizado no dia 13 de maio, quando se comemora o aniversário das aparições da Virgem Maria aos três pastorzinhos de Fátima, Portugal.
Em Roma, a imagem será recepcionada no Santuário do Divino Amor na Basílica de São João de Latrão, de onde sairá até a igreja de Santa Maria das Graças, que fica localizada muito próxima à Cidade do Vaticano. A imagem ficará neste templo religioso até 20 de maio.
Além da peregrinação com a imagem de Nossa Senhora Aparecida, a 8ª Joranda Nacional do Peregrino prevê a apresentação de um concerto-meditação com a oração do Santo Rosário aminado pelo projeto "Fragmentos de Luz".
O coração da jornada, no entanto, segundo a Rádio Vaticano, será a Santa Missa presidida pelo vigário do Papa para a Diocese de Roma e presidente da Obra Romana Peregrinações, Cardeal Agosto Vallini. A celebração, que acontecerá, por volta das 18h (horário local) encerrará o evento.
A Pregrinação de Maria

De acordo com a Obra Romana Peregrinações a Peregrinação de Maria, com a venerada imagem da Virgem Peregrina do Santuário de Fátima, se prolongará até 5 de agosto. A pregrinação, que começou no dia 14 de abril, visitará ainda as comunidades diocesanas das Regiões do Lácio, Campani,a Apulia, Umbria, Sicília, Lombardia e Emilia Romana. (BD)
Com informações da Rádio Vaticano.

Símbolos da JMJ encontram o marco zero de Brasília


A Ermida Dom Bosco, primeira obra de alvenaria a ser erguida em Brasília, recebeu a cruz e o Ícone de Nossa Senhora da Jornada Mundial da Juventude na manhã deste domingo. A visita faz parte da programação do Bote Fé na cidade, que acontece neste fim de semana.
O local, hoje cuidado pelos sacerdotes salesianos recordou a visão de São João Bosco, em 1883, que previu a capital federal, em volta a um grande lago, que jorraria leite e mel. Há 57 anos, data da inauguração de Brasília, o santo é conhecido como um dos padroeiros da cidade (ao lado de Nossa Senhora Aparecida). Ao redor dos ícones, cerca de 200 jovens e sacerdotes da congregação Salesiana rezaram e pediram a João Bosco proteção à cidade.

Durante a reflexão em torno dos símbolos, os padres enfatizaram a importância de ao olhar as imagens, recordar Cristo ressuscitado.

O sacerdote Nivaldo Luís Pessinatti disse que a família salesiana estava orgulhosa ao receber a visita dos símbolos e de tantos jovens. “A cada evento religioso, reforçamos nosso compromisso em relação a juventude, que é o que sempre pregou João Bosco. Esta visita adquire para nós uma importância de publicidade, mas isso não é o mais importante. Temos um compromisso com a qualidade de vida dos jovens e renovamos agora nossa missão que é cuidar da juventude de Brasília”, destacou.

Além disso, o padre reafirmou que há um risco de fazer destes símbolos, uma expressão publicitária e se esquecer o momento de evangelização.
“Dom Bosco cuidava do coração dos jovens. Nessa celebração, não estamos adorando um pedaço de madeira, e sim Cristo ressuscitado, esperança e vida para a nossa juventude. Quando focamos o verdadeiro sentido evangelizador desses símbolos, acertamos. Caso contrário, pode virar um folclore, algo passageiro e isso não é o que queremos”, ressaltou.

De acordo com ele, a intenção do Bote Fé é preparar e fazer um itinerário, como um processo catequético, para que a partir desse pretexto, a sociedade chegue preparada para experimentar o verdadeiro amor de Cristo na Jornada Mundial da Juventude, no ano que vem. “A presença do papa virá para reforçar a fé do poo brasileiro na presença de Jesus Cristo”.

Presença transformará Brasília
Embora Dom Bosco tenha sonhado em 1883, atualmente a capital do Brasil tem sido reflexo de corrupção. Para o padre Pessinatti, a inspiração do santo é que a cidade sirva como luz e guia para todo o País. “Espero que a cruz seja proporcione e provoque os valores evangélicos aqui”.

Cândido Fernandes, catequista da Paróquia São João Bosco, do Núcleo Bandeirante, levou seus catequistas para vivenciar o momento. “A intenção em trazê-los é iniciá-los na cultura da jornada, que une os povos há tanto tempo”.

Maria Clara Farias, 17 anos, da articulação da juventude Salesiana, disse que os jovens se prepararam durante dois meses para receber os símbolos. Houve palestras e reflexões sobre a JMJ e a importância desta visita. “Não imaginava que o evento fosse tão grande e reunisse tanta gente. Fico feliz, porque muita gente talvez não poderá participar da jornada, e hoje pode ter uma experiência tão profunda como essa”,  contou.

Fotos no Flickr da Arquidiocese de Brasília ou na página de fotos do Bote Fé
Por Equipe dos Jovens Conectados

terça-feira, 1 de maio de 2012

Comunidade Canção Nova comemora 11 anos de Casa de Missão de Brasília



A Canção Nova completará, nos próximos dias, 11 anos da casa de missão de Brasília.  E para comemorar, nos dias 05 e 06 de maio, a comunidade promove uma grande festa no ginásio da Universidade Católica de Brasília, em Taguatinga Sul.

No sábado, a programação se inicia com a Santa Missa que será celebrada pelo Pe. Moacir. Logo após, haverá show com Renovamix e Dunga.

Já no domingo, a comemoração começa às 9h da manhã, com o Encontro PHN com Dunga.

A festividade se encerrará com a Santa Missa que terá início por volta das 17h30.

Participe! A entrada é franca!
 

PROGRAMAÇÃO:
05/05 - SÁBADO
17h00 - Missa com padre Moacir
19h30 - Renovamix
20h00 - Show com Dunga

06/05 - DOMINGO
09h00 às 17h00 - Encontro PHN com o Dunga
17h30 - Missa com o Padre Robson - Santuário do Divino Pai Eterno

Comunidade Canção Nova
A  Canção Nova é uma comunidade, com sede em Cachoeira Paulista, no Vale do Paraíba. Fundada em 1978, foi criada com o objetivo de “formar homens novos para um mundo novo com base no Evangelho”, segundo Monsenhor Jonas Abib, fundador da comunidade, no site Canção Nova.

A instituição é mantida pela Fundação João Paulo II e foi reconhecida pelo Santo Padre, o Papa Bento XVI em 2008. A comunidade faz trabalhos de evangelização pela rádio, TV, internet à nível nacional e internacional.


Leia mais:
Conheça, na integra, a história da Comunidade

Relembre: Canção Nova em Brasília

Visite o blog da comunidade em Brasília

Visite também, a  Loja canção Nova (W3 Sul) e antene-se: Rádio 89.1 FM / Canal 43 UHF / Canal 22 Net.

Ouça:
Informações:
Telefone: (61) 3257 7050
e-mail: 89.1@cancaonova.com

Arquidiocese celebra Missa campal, lembrando a primeira Missa de nossa cidade


Em memória ao dia 03 de maio de 1957, data da primeira missa de Brasília, é que a Arquidiocese juntamente com o Arquivo Público convidam todos para participar da celebração Eucarística no dia 03 de maio de 2012, na Praça do Cruzeiro – em frente ao memorial JK.  A celebração será presidida pelo arcebipo de Brasília, Dom Sergio da Rocha, e é, também, uma homenagem aos candangos.
Segundo padre André Lima, coordenador do setor de comunicação. “A santa Eucaristia deu o tom da cidade: realizada sob os traços que lembram uma cruz e sendo erguida no meio do Planalto Central”. Sendo o primeiro ato público, e dando início às obras de construção da cidade em 1957, ocorreu essa celebração eucarística na manhã do dia 03 de maio daquele ano. Presidida pelo Cardeal Carlos Vasconcelos Carmelo Motta, arcebispo de São Paulo, contando com a presença da imagem de Nossa Senhora Aparecida trazida de São Paulo, e com a participação de Israel Pinheiro e Bernado Sayão, diretores da Novacap e de pessoas de todas as cidades vizinhas.

Juscelino Kubitschek disse ao final da primeira Missa em Brasília, em 03 de maio de 1957: “Hoje é o dia de Santa Cruz...Dia em que Brasília, ontem apenas uma esperança e hoje entre todas a mais nova das filhas do Brasil, começa a erguer-se, integrada no espírito cristão, causa, princípio fundamento da nossa unidade nacional; dia em que Brasília se torna autenticamente brasileira. Porque desde as suas origens o Brasil existe com a presença de Cristo. Este é o dia do batismo do Brasil novo. É o dia da esperança, o dia da ressurreição da esperança. É o dia da cidade que nasce. Plantamos, com o Sacrifício da Santa Missa, uma semente espiritual neste sítio que é o coração da Pátria. Seja-me permitido formular uma ardente súplica, neste momento: que Nossa Senhora da Aparecida, a Padroeira do Brasil e Madrinha de Brasília, vele por esta cidade que surge, resguarde os que a vierem habitar, volva os olhos benignos para os homens públicos que daqui deverão dirigir esta Nação, a fim de que eles honrem os nossos maiores e sirvam condignamente as gerações futuras. Que Brasília se modele na conformidade dos altos desígnios do Eterno; que a Providência faça desta nossa terrestre um reflexo da cidade de Deus; que ela cresça sob o signo da Caridade, da Justiça e da Fé”.
 
Serviço:
Missa campal, lembrando a primeira Missa celebrada no início da construção de Brasília
Dia: 03/05/2012
Horário: 20h
Local: Praça do Cruzeiro – em frente ao memorial JK

domingo, 29 de abril de 2012

Não duvidar do poder de Deus


padre Moacir
Foto: Andréia Morais/CN
Domingo passado, no Evangelho do 3º Domingo da Páscoa, Jesus apareceu para os discípulos e disse: “Por que estais preocupados, e por que tendes dúvidas no coração?”(Lc 24, 38) Jesus se apresenta ainda dizendo: “Vede minhas mãos e meus pés: sou eu mesmo! Tocai em mim e vede! Um espírito não tem carne, nem ossos, como estais vendo que eu tenho”. Mas a palavra ainda vai dizer: “Mas eles ainda não podiam acreditar” (Lc 24, 41).

Essa passagem do 3º Domingo da Páscoa deve mexer profundamente conosco. E antes de pregar pra vocês, me veio esta Palavra de Jesus: “por que tendes dúvidas no coração?” Quantas pessoas que depois de fazerem os pedidos a Deus logo depois duvidam; e por causa desta duvida as promessas não acontecem.

No Evangelho de são Lucas também encontramos outro exemplo, o de Zacarias que orou a vida inteira com Ana, sua esposa, para ter um filho e Deus ouviu a sua oração, mas na ora que a graça chegou, na hora que Deus abriu o céu para Zacarias, diz a Palavra que ele duvidou. Ele não acreditou que o milagre era possível, e agora que a graça chegou ele disse: “Como posso ter certeza disso? Estou velho e minha esposa já tem uma idade avançada”. Ninguém duvidava que Zacarias era um homem de Deus, inclusive era um sacerdote, um servo de Deus, mas diante da graça ele olha mais para a sua miséria do que para o milagre.

Eu sei que você tem orado, eu sei que você tem clamado o seu milagre para Deus, mas sei também que você tem duvidado. Nós não temos direito de duvidar de Jesus. Nós não estamos bem porque duvidamos do poder de Deus, duvidamos dos dons do Espírito Santo. 

Nós estamos às véspera de Pentecostes, e só não estamos vendo o Brasil ser batizado no Espírito Santo porque temos duvidado deste poder. Você já foi crismado, já foi batizado, então o Espírito de Deus já está em você, mas infelizmente nos enchemos de duvidas e este Espírito que está em nós não é transbordado. 

Padre Moacir prega durante o Encontro de Cura e Libertação
Foto: Andréia Moraes/CN

Fazemos como Zacarias, que conhecia o poder de Deus, estava no templo o tempo todo, servia a Deus dia e noite mas duvidou do poder do altíssimo. Vemos na Palavra que muitas pessoas, que não conheciam o Senhor, não duvidaram da graça. A samaritana nunca tinha visto Jesus, mas quando o Senhor lhe ofereceu a água da vida ela não duvidou, antes disse: “Senhor, dá-me dessa água, para que eu não tenha mais sede” (Jo 4, 15). Bartimeu foi outro que quando se encontrou com Jesus não duvidou do Seu poder e por isso recebeu a cura.

Você é Católico Apostólico Romano, comunga o Corpo e o Sangue do Senhor, o próprio Deus está dentro de você, como então duvidar daquilo que Ele pode fazer na sua vida? Nós estamos negando aquele que está dentro de nós quando duvidamos. 

Nós somos a Igreja nascida de Pentecostes. Essa igreja que você faz parte ela já nasceu no poder, no fogo de Espírito. A força da Igreja não veio do homem, ninguém escreveu a Igreja num papel, como um projeto para dar certo na terra. Ela é promessa de poder de Deus e é por isso que as portas do inferno não prevalecerão contra ela. E por que ainda temos medo? porque temos duvida?

Jesus se levanta no dia de hoje e pergunta: por quê tendes medo? 

Você tem buscado, eu sei. Mas não há outra resposta a não ser a fé em Jesus Cristo. Quanta gente que, na duvida, vai buscar a salvação em outros lugares onde ela não está; mas não adianta, pois a Palavra diz que só em Jesus está a salvação. E a Igreja é a barca da salvação, é nela que você vai encontrar esta salvação. Não saia da Igreja, não saia desta barca, mesmo que ela balance, ela é a Igreja que Cristo edificou.

Transcrição e adaptação: Daniel Machado


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Padre Moacir Anastácio 

Fundador da comunidade Renascidos em Pentecostes.

sábado, 28 de abril de 2012

CCB promove Estudo Bíblico


Ainda dá tempo de se inscrever e participar do Estudo Bíblico que será realizado hoje (27) e amanhã (28) no Centro Cultural de Brasília, CCB.
Os encontros serão ministrados pelo teólogo e biblista, padre Johan Konings S.J.,
O curso terá início hoje, às 20h, com a palestra: “A Bíblia, Sua Origem e Sua Natureza”. Para participar não é necessária inscrição.
Já amanhã, das 08h30 às 12h, acontece o seminário “Um Humanismo para Depois da Modernidade“. Os interessados em participar deste segundo dia de formação devem realizar cadastro na secretaria do instituto, pelo telefone: (61) 3426-0435, ou clicando aqui. O valor do investimento é de R$ 20,00.

Pe. Johan Konings
O Pe. Konings é professor na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE), em Belo Horizonte-MG, onde desempenha-se nas seguintes áreas: Antigo e Novo Testamento (tradução), Evangelhos (especialmente de João) e Hermenêutica bíblica.
 
Programação:
27/04 - 20h - Palestra: “A Bíblia, Sua Origem e Sua Natureza” -  Auditório Sala Loyola - Entrada Franca
28/ 04 - 08h30 às 12h - Seminário: “Um Humanismo para Depois de Modernidade“ -  Inscrições limitadas.

Informações:
Local: Centro Cultural de Brasília – CCB
Endereço: Av. L2 Norte (SGAN) Quadra 601 Conjunto B – Brasília/DF
Telefone: (61) 3426-0435
Site: http://www.ccbnet.org.br
E-mail: secretaria@ccbnet.org.br

Convite para você e toda sua família

Caríssimos irmãos em Cristo, boa noite! O Padre Moacir Anastácio convoca a todos para uma noite de louvor, nessa próxima terça-feira, dia 17 de abril de 2012, na Paróquia São Pedro, as 20h. Será uma maravilhosa oportunidade de reavivarmos em nossos corações o verdadeiro Espírito de Pentecostes através de orações e cânticos. Venham todos e tragam a sua família. Aquelas pessoas que já se inscreveram ou fizeram a pré-inscrição para trabalharem em Pentecostes/2012 também estão convidados. Chame também aquele familiar que pretende trabalhar para Jesus mas que ainda não está convícto dessa decisão. Venham todos! Jesus Cristo e o Padre Moacir contam contigo.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Por que o celibato do sacerdote?

Porque viver a castidade?

Jesus Cristo é o verdadeiro sacerdote e foi celibatário; então, a Igreja vê Nele o Modelo do verdadeiro sacerdote que, pelo celibato se conforma ao grande Sacerdote. Jesus deixou claro a sua aprovação e recomendação ao celibato para os sacerdotes, quando disse: “Porque há eunucos que o são desde o ventre de suas mães, há eunucos tornados tais pelas mãos dos homens e há eunucos que a si mesmos se fizeram eunucos por amor do Reino dos céus. Quem puder compreender, compreenda.” (Mateus 19,12)

Nisto Cristo está dizendo que os sacerdotes devem assumir o celibato, como Ele o fez, “por amor ao Reino de Deus”. O sacerdote deve ficar livre dos pesados encargos de manter uma família, educar filhos, trabalhar para manter o lar; podendo assim dedicar-se totalmente ao Reino de Deus. É por isso que desde o ano 306, no Concilio de Elvira, na Espanha, o celibato se estendeu por todo o Ocidente, ate´ que em 1123 o Concílio universal de Latrão I o tornou obrigatório.

É preciso dizer que a Igreja não impõe a celibato a ninguém; ele deve ser assumido livremente, e com alegria, por aqueles que têm essa vocação especial de entregar-se totalmente ao serviço de Deus e da Igreja. É uma graça especial que Deus concede aos chamados ao sacerdócio e à vida religiosa. Assim, o celibato é um sinal claro da verdadeira vocação sacerdotal.

No inicio do Cristianismo a grandeza do celibato sacerdotal ainda não era possível; por isso São Paulo escreve a Timóteo, que S. Paulo colocou como bispo de Éfeso, dizendo: “O epíscopo ou presbítero deve ser esposo de uma só mulher” (1Tm 3, 2). Estaria, por isto, o padre hoje obrigado a casar-se? Não. O Apóstolo tinha em vista uma comunidade situada em Éfeso cujos membros se converteram em idade adulta, com muitos já casados. Dentre esses o Apóstolo deseja que sejam escolhidos para o sacerdócio homens casados (evitando os viúvos recasados). Já no ano 56, São Paulo, que optou pelo celibato, escrevia aos fiéis de Corinto (1Cor 7,25-35) enfatizando o valor do celibato: “Aos solteiros e às viúvas digo que lhes é bom se permanecessem como eu. Mas se não podem guardar a continência que se casem”. (1Cor 7,8). “Não estás ligado a uma mulher? Não procures mulher”. O Apóstolo se refere às preocupações ligadas ao casamento (orçamento, salário, educação dos filhos…). E Paulo enfatiza:

“Quem não tem esposa, cuida das coisas do Senhor e do modo de agradar à esposa, e fica dividido. Da mesma forma a mulher não casada e a virgem cuidam das coisas do Senhor, a fim de serem santas de corpo e de espírito. Mas a mulher casada cuida das coisas do mundo; procura como agradar ao marido”. “Procede bem aquele que casa sua virgem; aquele que não a casa, procede melhor ainda” (1Cor 7, 38). A virgindade consagrada e o celibato não tinham valor nem para o judeu nem para o pagão. Eles brotam da consciência de que o Reino já chegou com Jesus Cristo.

O último Sínodo dos Bispos sobre a Eucaristia, confirmou o celibato e o Papa Bento XVI expressou isso na Exortação Apostólica pos-sinodal, “Sacramentum Caritatis”, de 22 fev 2007. Disse o Papa:

“Os padres sinodais quiseram sublinhar como o sacerdócio ministerial requer, através da ordenação, a plena configuração a Cristo… é necessário reiterar o sentido profundo do celibato sacerdotal, justamente considerado uma riqueza inestimável e confirmado também pela prática oriental de escolher os bispos apenas de entre aqueles que vivem no celibato (…) Com efeito, nesta opção do sacerdote encontram expressão peculiar a dedicação que o conforma a Cristo e a oferta exclusiva de si mesmo pelo Reino de Deus. O fato de o próprio Cristo, eterno sacerdote, ter vivido a sua missão até ao sacrifício da cruz no estado de virgindade constitui o ponto seguro de referência para perceber o sentido da tradição da Igreja Latina a tal respeito. Assim, não é suficiente compreender o celibato sacerdotal em termos meramente funcionais; na realidade, constitui uma especial conformação ao estilo de vida do próprio Cristo. Antes de mais, semelhante opção é esponsal: a identificação com o coração de Cristo Esposo que dá a vida pela sua Esposa. Em sintonia com a grande tradição eclesial, com o Concílio Vaticano II e com os Sumos Pontífices meus predecessores, corroboro a beleza e a importância duma vida sacerdotal vivida no celibato como sinal expressivo de dedicação total e exclusiva a Cristo, à Igreja e ao Reino de Deus, e, consequentemente, confirmo a sua obrigatoriedade para a tradição latina. O celibato sacerdotal, vivido com maturidade, alegria e dedicação, é uma bênção enorme para a Igreja e para a própria sociedade.”(n.24) O Mahatma Ghandi, hindu, tinha grande apreço pelo celibato. Ele disse: “Não tenham receio de que o celibato leve à extinção da raça humana. O resultado mais lógico será a transferência da nossa humanidade para um plano mais alto… “Vocês erram não reconhecendo o valor do celibato: eu penso que é exatamente graças ao celibato dos seus sacerdotes que a Igreja católica romana continua sempre vigorosa”. (Tomás Tochi, “Gandhi, mensagem para hoje”, Ed. Mundo 3, SP, pp. 105ss,1974)

Alguns querem culpar o celibato pelos erros de uma minoria de padres que se desviam do caminho de Deus. A queda desses padres no pecado não é por culpa do celibato, e sim por falta de vocação, oração, zelo apostólico, mortificação, etc; tanto assim que a maioria vive na castidade e por uma longa vida. Quantos e quantos padres e bispos vivendo em paz e já com seus cabelos brancos!

O casamento poderia trazer muitas dificuldades aos sacerdotes. Não nos iludamos, casados, eles teriam todos os problemas que os leigos têm, quando se casam. O primeiro é encontrar, antes do diaconato, uma mulher cristã exemplar que aceite as muitas limitações que qualquer sacerdote tem em seu ministério. Essa mulher e mãe teria de ficar muito tempo sozinha com os filhos. Depois, os padres casados teriam de trabalhar e ter uma profissão, como os pastores protestantes, para manter a família. Quantos filhos teria? Certamente não todos que talvez desejasse. Teria certamente que fazer o controle da natalidade pelo método natural Billings, que exige disciplina. A esposa aceitaria isso?

Além disso, podemos imaginar como seria nocivo para a Igreja e para os fiéis o contra-testemunho de um padre que por ventura se tornasse infiel à esposa e mãe dos seus filhos! Mais ainda, na vida conjugal não há segredos entre marido e mulher. Será que os fiéis teriam a necessária confiança no absoluto sigilo das confissões e aconselhamentos com o padre casado? Você já pensou se um dos filhos do padre entrasse pelos descaminhos da violência, da bebedeira, das drogas e do sexo prematuro, com o possível engravidamento da namorada?

Tudo isso, mas principalmente a sua conformação a Jesus Cristo, dedicado total e exclusivamente ao Reino de Deus, valoriza o celibato sacerdotal.

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br

Paróquia promove 4º Encontro das Famílias

A Paróquia São Miguel Arcanjo, Riacho Fundo I, promove, no dia 29 de Abril, das 08h às 18h, no Centro Poliesportivo da cidade, o tradicional Encontro das Famílias.

Organizado pelas pastorais da paroquia, encabeçadas pela Pastoral da Família, "o evento, que está em sua 4ª Edição, é um retiro familiar, com muita oração, palestras, testemunhos e pregações, com o objetivo de discutir e refletir sobre os problemas, internos e externos, que afetam diretamente esta instituição, como é o caso da desestrutura familiar", explicou o Pe. João Silva, pároco da São Miguel Arcanjo.

“A desestrutura familiar é um fato que deve ser debatido já que traz conseqüências gravíssimas para a sociedade. Muitos indivíduos entram para o mundo das drogas em decorrência desse problema. Diante dessa realidade, a intenção deste encontro é dedicar um dia para cuidar, proteger e defender as famílias. Assim incentivamos a participação de todas as famílias e de todos os seus membros”, completou o padre.

Para palestrar e pregar, foram convidados: o Pe. Zacarias; Ronaldo, Canção Nova; Abiner Santos; Sidneh Veiga, ex pastor evangélico e os Arautos do Evangelho.

No decorrer do dia, haverá sorteios de brindes, obtidos por meio de doações, como celulares, jantares em vários restaurantes, três bilhetes aéreos com acompanhantes para o nordeste.

Contudo, o prêmio mais esperado pela comunidade só será sorteado ao final da Santa Missa, que terá início às 16h e será celebrada pelo Arcebispo de Brasília, Dom Sergio da Rocha. A surpresa sairá para um dizimista, e é uma peregrinação, provavelmente para Israel, que está sendo organizada para o dia 27 de setembro deste ano.

A expectativa é que entre 1.500 pessoas participem do evento.

Você não pode perder este encontro.

Venha e traga toda a sua família!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Bote FÉ - Brasília 12 e 13 de maio

Bispos estão assustados com queda do número de católicos

Ainda na expectativa dos dados coletados pelo Censo de 2010, os 335 bispos que participam da 50ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) estão assustados com a queda do número de católicos, cuja percentagem caiu de 83,34% para 67,84% nos últimos 20 anos. Esses números serão ainda mais assustadores de acordo com as informações coletadas pelo Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE), na previsão do padre jesuíta Thierry Lienard de Guertechin, do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento (Ibrades), organismo vinculado à CNBB. Padre Thierry apresentou ao episcopado um quadro das religiões baseado em levantamento da Fundação Getúlio Vargas e das Pesquisas de Orçamentos Familiares do IBGE, resultado de entrevistas com 200 mil famílias realizadas antes do censo. "Com certeza, há algumas distorções que espero serem corrigidas pelas estatísticas do IBGE, que ouviu cerca de 20 milhões de brasileiros", disse o diretor Ibrades. Os dados até agora disponíveis subestimam a queda da porcentagem de católicos e o crescimento de igrejas evangélicas pentecostais. "Perdemos o povo, porque, se o número absoluto de católicos cresce, caíram os números relativos, que dizem a verdade", alertou o cardeal d. Cláudio Hummes, ex-prefeito da Congregação do Clero no Vaticano e ex-arcebispo de São Paulo. "Não basta fazer uma bela teologia em pequenos grupos, se os católicos que foram batizados não são evangelizados", disse o cardeal na missa dos bispos, na manhã desta sexta-feira, na Basílica de Aparecida. Lembrando que o papa Bento XVI está preocupado com a perda da fé ou descristianização em todo o mundo, a começar pela Europa, d. Cláudio afirmou que "é preciso começar pelo começo" no esforço para garantir a perseverança dos católicos e reconquista daqueles que abandonaram a Igreja. De acordo com os dados apresentados pelo padre Thierry, os evangélicos representam 21,93% da população, enquanto 6,72% declaram não terem religião e 4,62% dizem praticar religiões alternativas. Em sua avaliação, essas porcentagens teriam de ser analisadas com mais rigor, porque refletem um quadro confuso na denominação das crenças. O termo católico aparece em sete igrejas, incluindo a Igreja Católica Romana, enquanto os evangélicos são identificados com mais de 40 denominações. O grupo mais numeroso depois dos católicos é o da Assembleia de Deus, com 5,77%. "O número de seguidores de Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus, que aparece com 1% nas pesquisas é na realidade maior", estima padre Thierry. Ele alerta também para outro fator de distorção, que é a multiplicidade da prática religiosa, as pessoas ouvidas nas pesquisas declaram terem uma religião, mas frequentam mais de uma igreja. Isso ocorre com evangélicos e também com espíritas que se dizem católicos. A prática religiosa pelos batizados é outra coisa que preocupa dos bispos. Os católicos praticantes - aqueles que vão à missa, recebem os sacramentos e participam da comunidade - são apenas 5%, ou cerca de 7 milhões num universo estimado em pouco mais de 130 milhões de fiéis. Entre os evangélicos, a porcentagem é mais maior. Padre Thierry dá valor relativo ao alto índice de católicos nas últimas décadas do século 19, quando a sua participação na população ultrapassava 99%. É bom lembrar a perseguição sofrida na época pelas religiões afro-brasileiras e os preconceitos sofridos pelos protestantes, diz o diretor do Ibrades. Ao recuar ainda mais na formação religiosa do povo brasileiro, padre Thierry lembra os cristãos-novos ou judeus convertidos à força ao catolicismo, que também eram perseguidos. Fonte: Agência Estado

domingo, 22 de abril de 2012

Temos de investir tudo o que somos

Qual será nosso julgamento? Não estamos falando do julgamento final, quando toda a humanidade será julgada pelo amor. Agora, nessa segunda vinda de Jesus, qual será nosso julgamento? O Senhor vai querer saber como negociamos com os Seus bens. Como você negociou? Como fez render os seus dons? Como administrou e fez crescer o Espírito Santo e os Seus dons em você? 

Não podemos perder tempo. Já fomos tolos demais. Já esbanjamos os tesouros de Deus e enterramos demais os Seus dons. É tempo de investir tudo! Já suamos e trabalhamos, até “como burros”, para sustentar a família, dar estudo, casa, conforto a ela, porém, nos esquecemos da salvação dos nossos. Tolos que somos nós, pais. Tolas as mães. Só garantimos o reino deste mundo. 

Não adianta, portanto, termos apenas "doutores" aqui. O que estão fazendo muitos deles neste reino? Desprezando os próprios pais! Há pai e mãe de coração apertado, machucado porque os filhos que se doutoraram neste mundo, para quem deixaram fortuna, herança, hoje os renegam. Eles investiram errado e agora estão recebendo aquilo que plantaram. 

Deus não quer isso. Não podemos mais ser tolos, porque o tempo é breve. Temos de investir tudo o que somos.

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

Quem possui o número correto de livros na Bíblia?


Os cristãos não possuem o mesmo número de livros em suas Bíblias, especialmente no que tange ao Antigo Testamento. Os protestantes possuem 39 livros em seu Antigo Testamento, que corresponde (embora em uma ordem e agrupamento diferentes) aos 24 livros da Escritura judaica ou Tanakh[1]. O Antigo Testamento católico possui 7 livros a mais: Judite, Tobias, 1 e 2Macabeus, Baruc (incluindo a Carta de Jeremias), Sabedoria e Sirácida (ou Eclesiástico), além de alguns capítulos adicionais em Ester e Daniel (Prece de Azarias, Cântico dos Três Jovens, Susana, Bel e o Dragão). O Antigo Testamento dos ortodoxos orientais, traduzido a partir da LXX[2], inclui todos esses livros e ainda o Salmo 151, 3Macbeus e 1Esdras[3]. [O Antigo Testamento] da Igreja Ortodoxa Etíope possui [ainda] Enoc, Jubileus e vários outros livros[4]; e seu Novo Testamento possui mais livros que os 27 existentes no Novo Testamento católico, ortodoxo-oriental e protestante. Incompreensivelmente, os protestantes (e os cristãos do “apenas a Bíblia”) tentam com dificuldades provar que a sua Bíblia possui o número correto de livros, ou seja, o cânon (lista de livros inspirados [por Deus]) da Bíblia seria de 66. Segue abaixo as sete razões pelas quais eles geralmente se insurgem contra a inclusão dos livros deuterocanônicos[5] (ou “apócrifos”[6], segundo a sua terminologia) na Bíblia:
1. O Concílio de Trento acrescentou esses livros [apenas] no século XVI.
2. Nós deveríamos confiar nos judeus para determinar quais livros pertencem ao Antigo Testamento, já que eles manifestavam os oráculos de Deus (cf. Romanos 3,2).
3. O Novo Testamento nunca cita os livros apócrifos.
4. Nenhum dos livros apócrifos reclama para si inspiração.
5. Os livros apócrifos foram escritos após a morte dos últimos profetas de Israel.
6. Cristo aprovou os livros que pertenciam à Escritura judaica (igual ao Antigo Testamento protestante) quando disse, em Lucas 11:51, “do sangue de Abel ao sangue de Zacarias”
7. Os livros apócrifos não podem ser inspirados porque contêm muitos erros e contradições em relação aos 66 livros da Bíblia protestante.
[Apreciemos cada uma delas:]
1. O CONCÍLIO DE TRENTO ACRESCENTOU ESSES LIVROS [APENAS] NO SÉCULO XVI
Antes que alguém pudesse acusar o Concílio de Trento (ou qualquer outro Concílio) de acrescentar esses livros [ao cânon], deveria primeiro responder a esta pergunta: como sabemos que existem apenas 39 livros no Antigo Testamento e 27 livros no Novo Testamento? Não há um só versículo na Bíblia inteira, quer na católica, quer na ortodoxa-oriental, quer na ortodoxa-etíope, quer na protestante, que aponte quais livros pertencem à Bíblia. Isto constitui um sério problema para os cristãos protestantes e do “apenas a Bíblia” que declaram que a sua Bíblia é a única e maior autoridade. Inexplicavelmente para eles, o número de livros da sua Bíblia depende da declaração de fé das suas [respectivas] igrejas, ou de suas pressuposições, ou dos seus concílios eclesiásticos, ou – talvez – “porque o meu pastor me disse isso”. Em outras palavras: eles dependem de uma autoridade extrabíblica para determinar quais livros pertencem à Bíblia; e então eles transformam a Bíblia, com apenas esses livros predeterminados, em sua única e maior autoridade. Mas isso deveria implicar que não temos autoridade extrabíblica para determinar quais livros pertencem à Bíblia! Eis um argumento em círculo, autocontraditório! E os católicos? Possuem eles a mesma razão para conhecer quais livros pertencem à Bíblia, isto é, eles foram determinados pela Igreja Católica?
O nascimento da Igreja se deu no dia de Pentecostes, quando o Espírito Santo desceu [sobre os discípulos], como consta registrado no livro dos Atos (2,1-4), o qual não foi escrito nessa época [mas posteriormente]. Nós não sabemos ao certo quando cada livro do Novo Testamento foi escrito. Segundo os estudiosos, o primeiro livro (1Tessalonicenses) foi escrito, talvez, no ano 50 ou 51 d.C.; o primeiro Evangelho foi escrito depois do ano 70 d.C. Isto significa que a Igreja já existia há duas décadas quando o primeiro livro do Novo Testamento foi escrito; cerca de quatro décadas quando o primeiro Evangelho foi escrito; e, como veremos depois, antes de os judeus fecharem o cânon de suas próprias Escrituras [=o Antigo Testamento judaico]!
As palavras de Cristo primeiramente circularam de forma oral e só depois, uma parte foi colocada na forma escrita nos Evangelhos. Assim, pelo Evangelho segundo Mateus, sabemos que Cristo teve a intenção de dar aos seus Apóstolos autoridade sobre a Sua Igreja. Ele conferiu a Pedro (cf. Mateus 16,19) e, depois, aos demais Apóstolos (cf. Mateus 18,18), a autoridade para atar e desatar. Tudo o que eles atassem na terra seria atado no Céu e tudo o que eles desatassem na terra seria desatado no Céu. Em grego, “atado e desatado no Céu” encontra-se no modo (passivo) perfeito, enquanto que “atar e desatar na terra” está no modo (ativo) aorista. Ao contrário do inglês, o modo perfeito no grego indica a continuidade de uma ação passada completa; isto quer dizer que Pedro e os Apóstolos atarão ou desatarão aquilo que já foi atado ou desatado no Céu, por Deus obviamente – e não o inverso, como alguns poderiam pensar.
Os católicos creem que os Apóstolos transmitiram a mesma autoridade para os seus sucessores, os bispos; a isto, chamam de ‘sucessão apostólica’. Tanto as Igrejas Católica (no Ocidente) quanto a Ortodoxa (no Oriente) sustentam a sucessão apostólica. A sucessão apostólica pertence ao que é chamado de ‘Tradição’ (com ‘T’ maiúsculo); você não a encontrará na Bíblia. Mas nós sabemos que Cristo prometeu aos seus Apóstolos que estaria com eles até o fim dos tempos (cf. Mateus 28,20); que enviaria o Espírito Santo para estar com eles para sempre (João 14,16), para ensinar-lhes todas as coisas e relembrar-lhes tudo o que Ele havia dito a eles (João 14,26); e que as portas do Hades não prevaleceriam contra a sua Igreja (Mateus 16,18). O Novo Testamento não diz em parte alguma que estas divinas promessas seriam válidas apenas para os primeiros 300 anos [da Igreja], isto é, até o imperador romano Constantino, em 313 d.C., legalizar o Cristianismo; ou para os primeiros 15 séculos [da Igreja], ou seja, até a Reforma [Protestante]. Possuindo a mesma autoridade, o Papa e os bispos (em união com ele) possuem o poder para atar e desatar, e tudo o que eles atam ou desatam não nos vem a partir deles, mas já foi atado ou desatado no céu. Não surpreende então que Paulo tenha se referido à Igreja como a coluna e o fundamento da verdade (cf. 1Timóteo 3,15); e certamente ele não estava escrevendo sobre a igreja (ou igrejas) que somente viriam a existir no século XVI e posteriores. Esta é a razão pela qual os católicos creem que a Igreja com origem apostólica tem o poder para determinar quais livros pertencem à Bíblia. A Igreja não está acima da Bíblia, mas é guiada pelo Espírito Santo prometido pelo próprio Cristo.
Por que demoraria 16 séculos para [a Igreja] promulgar o cânon (=lista dos livros inspirados) da Bíblia? O mesmíssimo cânon foi declarado pelo Concílio Provincial de Hipona, no norte da África, em 393 d.C. e reafirmado pelos Concílios de Cartago, também no norte da África, em 397 e 419 d.C. Os cristãos dos três primeiros séculos ainda não tinham fechado o cânon, pois eles ainda não concordavam entre si sobre quais livros pertenceriam à Bíblia, quer do Antigo, quer do Novo Testamento. Os então denominados “livros disputados” do Antigo Testamento eram Ester e os livros deuterocanônicos; e, no Novo Testamento, eram Hebreus, Tiago, Judas, 2Pedro, 2João, 3João e Apocalipse. A mais antiga lista contendo os mesmos 27 livros que constam atualmente no Novo Testamento católico, ortodoxo-oriental e protestante é de 367 d.C.[7]. A lista dos livros do Antigo Testamento que concorda com a Bíblia católica é de 382 d.C.[8], enquanto que uma [lista pessoal] que concorda com o Antigo Testamento protestante é de 391 d.C.[9]. O Concílio de Trento, em 1546, foi o Concílio Ecumênico que explicitamente promulgou a canonicidade dos 73 livros da Bíblia Católica, embora a mesmíssima lista de livros do Antigo Testamento conste do Concílio Ecumênico de Basileia-Ferrara-Florença-Roma (cf. Sessão XI, de 04.02.1442). A Igreja Ortodoxa Oriental declarou o cânon da sua Bíblia no Sínodo de Jerusalém, em 1672. No caso dos protestantes, a Igreja Reformada, pelo artigo 4º da Confissão Belga, de 1561 e o capítulo 1 da Confissão de Fé de Westminster, em 1647, declarou a canonicidade dos 66 livros de sua Bíblia.
2. NÓS DEVERÍAMOS CONFIAR NOS JUDEUS PARA DETERMINAR QUAIS LIVROS PERTENCEM AO ANTIGO TESTAMENTO, JÁ QUE ELES MANIFESTAVAM OS ORÁCULOS DE DEUS (CF. ROMANOS 3,2)
Quando os judeus fecharam o cânon de suas Escrituras, isto é, o Antigo Testamento? Os protestantes e os cristãos do “apenas a Bíblia” deveriam afirmar que foi antes da vinda de Cristo, já que isto concordaria com a sua alegação baseada em Romanos 3,2. Infelizmente, tal afirmação não é apoiada nem pela Bíblia, nem por fontes judaicas confiáveis. Se o cânon da Escritura judaica tivesse sido fechado antes da vinda de Cristo, poderíamos esperar que tanto Ele quanto os seus Apóstolos citassem apenas a partir desse cânon fechado; mas esse não é o caso, como veremos posteriormente. Segundo a “Enciclopédia Judaica”, a terceira parte da Escritura judaica (‘Ketuvim’ ou ‘Os Escritos’) foi fechada no século II depois de Cristo[10]. O Eclesiástico (ou Sirácida) foi citado como Escritura pelo Talmude judaico[11], composto após o séc. II d.C.
E sobre o Concílio de Jâmnia (ou Javneh), que supostamente no ano 90 d.C. fechou o cânon da Escritura judaica? A hipótese do Concílio de Jâmnia foi criada com base na Misná judaica, que simplesmente discute o status canônico de Cântico dos Cânticos e Eclesiastes. Todas as fontes acima mencionadas indicam que o cânon judaico foi fechado após a crucificação de Cristo. Os cristãos não estão obrigados a seguir a decisão judaica obtida após a crucificação de Cristo, já que Ele nos disse, através da sua parábola dos vinhateiros arrendatários (cf. Mateus 21,33-41), que a vinha seria entregue a outros arrendatários (versículo 41).
Observe então que a existência de Escrituras ou até mesmo de toda a Escritura (2Timóteo 3,16) na época de Cristo e na Era Apostólica não implica automaticamente na existência de um cânon fechado. Daniel lê Jeremias como Escritura no ano 1 do reinado de Dario, o meda, antes dos profetas Ageu e Zacarias receberem e escreverem as palavras do Senhor no ano 2 do reinado de Dario.
3. O NOVO TESTAMENTO NUNCA CITA OS LIVROS APÓCRIFOS
Se ser citado pelo Novo Testamento é requisito para figurar no cânon, então [devemos observar que] o Novo Testamento também não cita Ester, Cântico dos Cânticos e Eclesiastes. E o Novo Testamento também faz citações externas ao Antigo Testamento, seja católico, seja protestante. [São] Jerônimo chegou a ver o manuscrito de uma obra apócrifa (atualmente perdida), atribuída a Jeremias, que possuía as exatas palavras citadas por Mateus 27,9[12]. O que Paulo escreve em 1Coríntios 2,9, precedido pela frase “está escrito”, não concorda exatamente com Isaías 64,4; segundo o “Ambrosiaster”[13], escrito por volta do século IV d.C., trata-se de uma citação do apocalipse apócrifo de Elias. Paulo escreveu, em 1Coríntios 10,4, sobre a rocha espiritual que seguia os israelitas durante o Êxodo; e cita também, em 2Timóteo 3,8 o nome de dois magos que se opuseram a Moisés; ambos os casos não constam do livro do Êxodo. Em 2Pedro 2,22, [a expressão de] Provérbios 26,11 é colocada em paralelo com um provérbio extrabíblico. Judas 1,9 cita a partir [do livro] da Ascensão de Moisés[14] e Judas 1,14-16 cita a partir de 1Enoque 1,9.
A resposta-padrão [que os protestantes dão] para as citações não-escriturísticas acima apontadas é que elas não são indicadas como Escritura, tal como a citação retirada do poeta cretense Epimênides, em Atos 17:28 e Tito 1,12. Porém, as citações feitas a partir de obras não-judaicas eram obviamente não-escriturísticas para os judeus (apesar de, como veremos posteriormente, a Palavra de Deus poder vir através de não-judeus); porém, 1Enoque é citado da mesma maneira que Mateus 15,7-9 cita Isaías 29,13 (a partir da LXX).
Também encontramos citações retiradas [de fontes] escriturísticas desconhecidas em João 7,38 e Tiago 4,5; em ambos os casos, as citações são precedidas pela frase “a Escritura diz”.
Conclusão: ser citado pelo Novo Testamento não é critério de canonicidade, do mesmo modo que não ser citado pelo Novo Testamento não é critério para a não-canonicidade.
4. NENHUM DOS LIVROS APÓCRIFOS RECLAMA PARA SI INSPIRAÇÃO
A maioria dos 66 livros da Bíblia protestante também não reclama para si inspiração. Quem insiste nisto deveria ser capaz de apresentar pelo menos 1 versículo de cada livro, que reclame explicitamente inspiração para si próprio.
Ester, sem os capítulos constantes da LXX, no Antigo Testamento católico ou ortodoxo-oriental, nem mesmo menciona Deus[15] e não é citado pelo Novo Testamento. Por outro lado, 1Enoque menciona Deus e é citado uma vez pelo Novo Testamento (Judas 4,16); no entanto, somente a Igreja Ortodoxa Etíope o considera como inspirado.
E Paulo declarou, em 1Coríntios 7,12, que o que ele escrevia ali não vinha de Cristo, mas dele mesmo; ainda assim, nós o consideramos inspirado.
5. OS LIVROS APÓCRIFOS FORAM ESCRITOS APÓS A MORTE DOS ÚLTIMOS PROFETAS DE ISRAEL
Segundo o historiador judeu [Flávio] Josefo, que viveu no século I d.C., os livros da Escritura judaica foram escritos entre Moisés e o reinado do rei persa Artaxerxes[16]. Sem apontar os títulos, Josefo contou 22 livros: 5 livros da Lei, 13 livros dos Profetas e 4 livros de hinos e condutas de vida. Os protestantes citam a declaração de Josefo e também aquela que se encontra em 1Macabeus 9,27 (“os profetas deixaram de aparecer entre os israelitas”), ambas retiradas de fontes exteriores à sua Bíblia, como prova da canonicidade de seus 39 livros do Antigo Testamento.
Os últimos profetas judeus foram Ageu, Zacarias e Malaquias, mas onde a Bíblia diz que as palavras de Deus eram dadas apenas pelos profetas? As palavras proferidas por Balaão (Números 22,7-10.18-24; 24,2-9) vieram de Deus, muito embora Balaão não fosse profeta e nem mesmo judeu. De modo semelhante, conforme 2Crônicas 35,22, Deus falou através de Neco, rei do Egito; e, em João 11,51, Caifás profetizou. É o próprio Cristo que nos deixa saber que a Lei e os Profetas foram profetizados até João Batista (Mateus 11,13), logo não houve [total] silêncio no período entre os últimos profetas e João Batista. Encontramos [inclusive] Cristo profetizado em Sabedoria 2,12-20.
6. CRISTO APROVOU OS LIVROS QUE PERTENCIAM À ESCRITURA JUDAICA (IGUAL AO ANTIGO TESTAMENTO PROTESTANTE) QUANDO DISSE, EM LUCAS 11:51, “DO SANGUE DE ABEL AO SANGUE DE ZACARIAS”
Já que encontramos Abel no livro do Gênesis (capítulo 4) e Zacarias no livro das Crônicas (2Crônicas 24,20-21), estes dois livros corresponderiam [exatamente] ao primeiro e ao último livro da Escritura judaica. Mas isto demonstra que o Antigo Testamento aprovado por Cristo era a Escritura judaica? Há 2 problemas para este argumento:
Primeiro: a ordem dos livros na Escritura judaica não é estático. Crônicas é o último livro da atual Escritura judaica, mas nem sempre foi assim. A Escritura judaica possui 3 partes: a Lei (5 livros), os Profetas (8 livros) e os Escritos (11 livros). A “Enciclopédia Judaica”[17] apresenta 8 ordens diferentes dos livros dos Escritos; em três delas, Crônicas vem como primeiro livro. Aqueles que confiam no testemunho de Josefo deveriam saber que Crônicas não pode ser o último livro porque os últimos cinco livros, conforme Josefo, são livros de hinos e conduta de vida.
Segundo: O Zacarias de Crônicas (que era sacerdote e não profeta), era filho de Jeoiada, embora o versículo paralelo de Mateus 23,55 identifique-o como filho de Baraquias. Muito provavelmente Cristo está se referindo ao profeta Zacarias, filho de Berequias (cf. Zacarias 1,1; Esdras 5,1), o qual, juntamente com Ageu e Malaquias, foram dos últimos profetas judeus.
7. OS LIVROS APÓCRIFOS NÃO PODEM SER INSPIRADOS PORQUE CONTÊM MUITOS ERROS E CONTRADIÇÕES EM RELAÇÃO AOS 66 LIVROS DA BÍBLIA PROTESTANTE
Infelizmente, o mesmo se aplica aos 66 livros da Bíblia protestante, embora, por razões óbvias, eles não chamem tais problemas como “erros e contradições”, mas como “dificuldades ou discrepâncias”. Geisler e Howe escreveram o “Grande Livro de Dificuldades Bíblicas”, publicado pela Baker Books em 1992, tratando dessas dificuldades, do Gênesis ao Apocalipse (de todos os seus 66 livros). Uma outra obra escrita por Haley, “As Alegadas Discrepâncias da Bíblia”, é um clássico (lançado pela primeira vez em 1874); suas mais de 400 páginas tratam de discrepâncias que ele agrupa em três [categorias]: doutrinárias, éticas e históricas. Estes [dois] livros foram escritos para oferecer solução para essas dificuldades e o número de páginas [escritas] nos diz que não são poucas [as discrepâncias].
Isto é compreensível, já que católicos e protestantes (além dos cristãos do “apenas a Bíblia”) creem na inerrância da Escritura. Os não-cristãos podem rejeitar a solução: uma vez que decidiram não aceitar a inspiração desses 66 livros, não lhes importa a quantidade de explicações; nunca ficarão satisfeitos. Do mesmo modo, os católicos estão conscientes das dificuldades existentes nos livros deuterocanônicos e também oferecem solução. Os protestantes e os cristãos do “apenas a Bíblia” podem não aceitar a solução, já que aqui se comportam como os não-cristãos; uma vez que decidiram previamente, sem qualquer apoio escriturístico, que a Bíblia compreende apenas 66 livros, não importa quanta explicação lhes seja dada; não ficarão satisfeitos.
Vamos examinar algumas dificuldades ou discrepâncias nos 66 livros da Escritura protestante (que também fazem parte da Bíblia católica) e a solução proposta, condensada das obras de Haley ou Geisler/Howe, ou de ambas, se for o caso:
- Em Samuel 24,1, Deus move Davi a ordenar a contagem do número de israelitas, mas no versículo paralelo de 1Crônicas 21,1 é dito que foi Satanás (o diabo) quem o moveu. A solução proposta por Geisler/Howe (pág. 177) é que Deus permitiu que Satanás incitasse Davi a contar os israelitas.
- Salmo 5,4 e Jeremias 29,11 dizem que Deus não é fonte do mal, mas Isaías 45,7, Jeremias 18,11, Lamentações 3,38 e Amós 3,6 atribuem o mal a Deus. A palavra “mal” nesses versículos é traduzida a partir da mesma palavra hebraica. Segundo Haley (pág. 77), o vocábulo “mal” em Isaías 45,7, Jeremias 18,11, Lamentações 3,38 e Amós 3,6 significa o mal natural (como vulcão, guerra, praga, terremoto, fogo) e não o mal moral como em Salmos 5,4 e Jeremial 29,11.
- Êxodo 21,7-11 permite a um homem judeu vender sua filha como escrava; o proprietário não pode revendê-la para não-judeus; Êxodo 21,20-21 permite ao proprietário de escravos castigar o seu escravo, seja ele homem ou mulher, e só será punido se ele ou ela vier a morrer [em decorrência dos castigos]. O escravo (ou a escrava) será libertado se vier a perder o olho ou o dente (Êxodo 21,26-27). Contrariamente, Colossenses 4,1 diz que o proprietário deve tratá-los com justiça e equidade. Nem Haley nem Geisler/Howe mencionam esta dificuldade em seus livros, embora este último escreva uma página (págs. 509-510) sobre a condenação da escravidão usando versículos da Bíblia; por exemplo, eles escrevem que os servos devem ser tratados com respeito e [curiosamente] fazem referência a Êxodo 21,20.26 para suportar tal declaração!
- “Não matarás” (Êxodo 20,13) é o Mandamento de Deus; mas em 1Samuel 15,3, Ele manda Saul aniquilar toda Amaleque, inclusive mulheres e crianças. Em Salmos 137,9, o Salmista se alegra por aqueles que tomaram crianças (da filha de Babilônia) e as lançaram contra as rochas! Geisler/Howe (pág. 161) afirmam que os amalequitas eram pecadores e mereciam essa punição severa. Isto incluiria suas crianças porque mais tarde poderiam se levantar odiosamente contra o povo e o plano de Deus. Em acréscimo, estes [autores] escrevem que as crianças que morreram antes da idade da razão foram salvas. Para o Salmo 137, Geisler/Howe escrevem (pág. 243) que o Salmista não se rejubilava pelo lançamento das crianças contra as pedras, mas pela justiça retributiva de Deus, que retornava a crueldade sobre os babilônios, como justa punição por seus crimes [contra o povo de Israel].
- Em Marcos 2,26, Cristo chama Abiatar de sumo sacerdote quando Davi e seus homens comeram o pão da Presença; mas 1Samuel 21,1-6 diz que o sumo sacerdote nessa ocasião era Aimeleque, pai de Abiatar. A solução proposta por Haley (pág. 320) é que Abiatar estava agindo como substituto do seu pai. Segundo Geisler/Howe (pág. 370), a frase “nos dias de Abiatar” não implica necessariamente que ele fosse o sumo sacerdote na ocasião em que Davi comeu o pão; com efeito, teria ocorrido na época de Abiatar, mas não durante sua posse do cargo [de sumo sacerdote].
- Conforme Daniel 5,30, os babilônios foram derrotados por Dario, o meda, que reinou antes de Ciro (Daniel 6,28). Dario, o meda, é figura fictícia, inexistente na História; ele foi criado após Dario I, segundo sucessor de Ciro. A solução proposta por Geisler/Howe (pág. 295) é que Dario, o meda, era na verdade Gubaru, a quem Ciro nomeou como governador de toda a Babilônia.
- Ester manteve relação sexual extraconjugal com o rei Assuero – o que [popularmente] conhecemos por “uma rapidinha” – violando [o Mandamento de] Êxodo 20,14: “Não cometerás adultério”. Embora posteriormente o rei a tenha tornado rainha, o casamento entre judeus (sejam homens ou mulheres) e não-judeus (ou gentios) era proibido por Neemias 10,30 (muito embora Moisés, Boaz e alguns outros [judeus] tenham se casado com não-judeus). Geisler/Howe argumentam (pág. 220) que Ester não teve escolha porque ela foi levada para o palácio do rei, embora tenha insistido que não faria nada explicitamente imoral.
- Em João 8,14, Cristo disse: “Ainda que Eu desse testemunho de Mim mesmo, meu testemunho é verdadeiro”, no entanto, em João 5,31, Ele havia dito: “Se Eu testemunhasse a Mim mesmo, meu testemunho não seria verdadeiro”. A solução proposta por Geisler/Howe (pág. 410) é que tudo o que Jesus disse é realmente verdadeiro, mas oficialmente não seria considerado como verdadeiro se não fosse testemunhado por duas ou três testemunhas, conforme declarado em Deuteronômio 19,15.
- Após sua conversão em Damasco, Paulo escreveu que não iria para Jerusalém, mas para a Árabia; então retornou para Damasco e somente três anos depois foi para Jerusalém onde encontrou apenas Cefas (Pedro) e Tiago (cf. Gálatas 1,17-20); e, no versículo 20, ele diz que não mente. Mas Atos 9,23-27 indica que ele foi para Jerusalém, vindo de Damasco, onde Barnabé o levou para se encontrar com os Apóstolos e não apenas com Pedro e Tiago. Tanto Haley como Geisler/Howe omitem esta dificuldade em seus livros.
- Paulo escreveu que Abraão foi justificado pela fé (cf. Romanos 4,1-4), mas Tiago 2,21 diz que ele foi justificado pelas obras. Obviamente, este tem sido o [grande] problema protestante desde a Reforma, quando os Reformadores insistiram que a justificação advém em um único momento e apenas pela fé. Geisler/Howe (págs. 527-528) escrevem que Paulo e Tiago falam de justificações diferentes: Paulo escreve sobre a raiz da justificação e Tiago escreve sobre o fruto da justificação; a justificação de Paulo é a justificação perante Deus, enquanto que a justificação de Tiago é a justificação perante os homens. Os católicos, que creem que a justificação é um processo em constante andamento e não advém apenas pela fé, não enxergam contradição entre Paulo e Tiago: ambos falam da mesma justificação.
Vamos agora ver alguns problemas comumente apontados nos livros deuterocanônicos (ou apócrifos [para os protestante]) e suas soluções:
Problema histórico no livro de Judite, onde o rei da Babilônica Nabucodonosor é tido por rei da Assíria: existem duas soluções para esta dificuldade. A primeira considera Judite como uma novela teológica ou uma parábola ou alegoria que quer transmitir uma mensagem; declarando Nabucodonosor como rei da Assíria, o escritor compõe um só conquistador para ambos os reinos, do Norte (Israel) e do Sul (Judá). [Historicamente] o reino assírio conquistou o reino do Norte (Israel) em 722 a.C., enquanto que o novo império babilônio fez o mesmo, com relação ao reino do Sul, em 586 a.C. A segunda solução considera Judite como uma narrativa histórica, onde Nabucodonosor seria o nome alternativo de um rei assírio, tal como ocorre com Dario, o meda, em Daniel 5,30, que seria o general de Ciro, chamado Gobiru (que, aliás, não era meda).
- Problema ético no livro de Judite: ela mentiu para Holofernes acerca da sua verdadeira missão e, através da sua beleza, atraiu-o para a morte. O anjo Rafael, no livro de Tobias (5:12), também representou [falsamente] uma pessoa chamada Azarias: Em 1Samuel 16,1, Deus pediu para Samuel ir a Belém para ungir o próximo rei de Israel, mas ele temia que Saul o matasse. Certamente, Deus era capaz de proteger Samuel de Saul, mas Ele manda dizer que, se perguntado, havia ido lá para oferecer o sacrifício, ou seja, escondendo sua verdadeira missão. Do mesmo modo, Judite oculta de Holofernes sua verdadeira missão; e embora ela, por sua beleza, o atraia para a morte, ao contrário de Ester, não teve relação sexual [ilícita] com ele. No que diz respeito ao [anjo] Rafael representar um ser humano, conforme Hebreus 13,2, os homens, demostrando hospitalidade aos estrangeiros, podem receber anjos [cuja identidade] desconhecem (ou seja, os anjos não revelarão sua identidade; e foi exatamente isto o que o anjo Rafael fez).
- A Igreja Católica declarou os livros apócrifos como inspirados porque eles apoiam ensinamentos católicos antibíblicos, como a oração pelos mortos (2Macabeus 12,38-46) e a salvação pelas obras, mediante esmolas para libertar [as almas dos] mortos e purgar-lhes os pecados (Tobias 12,9): a oração pelos mortos está intimamente ligada ao Purgatório. Os santos no céu não precisam mais das orações dos santos na terra (que são encorajados a orar uns pelos outros) e não há sentido em orar por aqueles que estão no inferno. Mas existe um terceiro local que os católicos chamam de Purgatório, onde aqueles que morreram com pecados leves são limpos dos seus pecados. A doutrina católica sobre o Purgatório é bem difícil de ser aceita pelos protestantes e cristãos do “apenas a Bíblia”. Mas ela não se apoia apenas em 2Macabeus 12,38-46; a Bíblia se refere a Deus como “fogo purificador” (Malaquias 3,2), que purifica alguns como alguém que purifica a prata (Zacarias 13,8-9). E o que está escrito em Tobias 12,9 se relaciona com as recompensas de nossas boas obras. Ninguém pode negar que Deus recompensa nossas boas obras (Provérbios 13,13; Salmos 18,20; 2João 1,8; Apocalipse 22,12 etc.) e Ele nos recompensa inclusive com a vida eterna (João 5,28-29; Romanos 2,6-7). Os católicos compreendem estas recompensas como dons de Deus; elas NÃO são algo que mereçamos (tal como merecemos os nossos salários); também não há que se falar em salvação pelas obras no Catolicismo. Com efeito, Tobias 12,9 fala acerca das recompensas de nossas boas obras tal como 1Pedro 4,8 diz que a caridade cobre uma multidão de pecados; da mesma formas que Tiago 5,20 diz que todo aquele que converte um pecador de seu erro salvará sua alma e cobrirá uma multidão de pecados. Não soa semelhante a Tobias 12,9 se substituímos “recompensa” por “converter um pecador de seu erro”? Nenhum protestante dirá que Tiago 5,20 contradiz outros versículos que dizem que Cristo é o único Salvador, como Atos 4,12.
- Tobias encoraja a prática supersticiosa em 6,16-17, onde a fumaça produzida da queima de coração e fígado de peixe é usada para assustar o demônio:obviamente, os protestantes e cristãos do “apenas a Bíblia” têm problemas com o sistema de sacramentais católicos. Eis o motivo porque rejeitam as práticas católicas que, para eles, são supersticiosas, como essa declarada em Tobias 6,16-17, a veneração de relíquias, o uso de escapulários e até mesmo os sete Sacramentos. O sistema de sacramentais é a crença de que Deus pode derramar Sua graça e auxílio através de símbolos visíveis ou materiais. Observe que Deus pode derramar Sua graça e auxílio diretamente (Ele não está limitado a fazer uso de símbolos materiais ou visíveis), mas em certos casos Ele prefere fazê-lo e existem muitos exemplos disso na Bíblia, não somente em Tobias 6,16-17: Deus pede para Moisés fazer uma serpente de bronze e colocá-la num poste para que todo aquele que a vir, após ter sido picado por uma serpente real, possa viver [Números 21,8]; o profeta Eliseu pede para Naamã lavar-se no rio Jordão para curar sua lepra (2Reis 5,10-14); os ossos do profeta Eliseu foram capazes de trazer de novo à vida um homem que falecera (2Reis 13,21); Cristo podia curar cegos diretamente (Marcos 10,52; Lucas 18,42-43), mas em João 9,6 Ele preferiu usar terra misturada com a sua saliva; da mesma forma, muitos foram curados ao tocar a franja ou a bainha[18] das Suas vestes (Mateus 9,20; 14,36); lenços e aventais, após tocarem o corpo do apóstolo Paulo, eram capazes de curar enfermos e afastar espíritos maus (Atos 19:12).
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NOTAS:
[1] É o acrônimo de 
Torah (a Lei; ou, em grego, Pentateuco), Nevim (os Profetas) e Ketuvim (os Escritos; ou, em grego, Hagiógrafos ou Escritos Sagrados).
[2] LXX ou Septuaginta é a coleção dos livros do Antigo Testamento escritos em grego. A maioria das citações do Novo Testamento são retiradas da LXX. O Antigo Testamento católico e protestante são traduzidos a partir do Texto Massorético (em hebraico), mas os livros são agrupados segundo a ordem da LXX.
[3] Conforme listagem na Bíblia de Estudo Ortodoxa; 4Macabeus e a Prece de Manassés constam do Apêndice, segundo a “Orthodox Wiki”.
[4] Cf. http://ethiopianorthodox.org/english/canonical/books.html .
[5] Livros “deuterocanônicos” e “protocanônicos”, significando “segundo” e “primeiro” cânons, respectivamente, são termos cunhados por Sisto de Siena (1520-1569).
[6] “Apócrifo” significa “oculto”; desde o tempo de S. Jerônimo (+420 d.C.) é normalmente usado para rotular os livros que podem ser encontrados na LXX mas não na Bíblia hebraica.
[7] S. Atanásio, Carta Festal 39.
[8] Papa Dâmaso (+384 d.C.): Decreto Gelasiano.
[9] S. Jerônimo, Prefácios dos Livros do Antigo Testamento da versão Vulgata. Jerônimo incluiu na Vulgata (e fez referência a eles) como livros apócrifos.
[10] Por outro lado, há boa evidência demonstrando que a coleção do Ketuvim, como um todo, assim como certos livros dentro dela, não era aceita até ser finalmente fechada no séc. II d.C.
[11] Conforme a nota acima, a prática de chamar toda a Escritura por “a Lei e os Profetas” pressupõe um lapso considerável de tempo entre a canonização da segunda e terceira partes da Bíblia. O fato de a última divisão não possuiu um nome certo aponta nessa mesma direção. E mesmo a designação finalmente adotada, “Ketuvim”, é indeterminada, visto que é empregada no hebraico rabínico em dois sentidos: para as Escrituras em geral e para trechos de textos em particular.
[12] “Encyclopaedia Judaica”, Volume 4 pág. 824.
[13] [Novamente] Raba disse a Rabbah ben Mari: “Poderia daí provir o ditado popular: ‘Um ramo ruim normalmente fará seu caminho para um bosque de árvores estéreis’?” Ele respondeu: “Esta matéria foi escrita no Pentateuco, repetida nos Profetas, mencionada uma terceira vez nos Hagiógrafos, e também constante na Mishná e ensinada em um Baraita. Foi declarado no Pentateuco, conforme está escrito, que ‘então Esaú veio até Ismael’ [Gênesis 28,9]; repetido nos Profetas, conforme está escrito: ‘E ali homens ociosos se juntaram a Jefté e saíram com ele’ [Juízes 11,3]; e mencionado uma terceira vez nos Hagiógrafos, conforme está escrito: ‘Cada ave habita perto de sua espécie e [cada] homem perto de sua igual’ [Eclesiástico 13,15]“.
[14] Talmude Babilônio, Seder Nazikin, Baba Kamma 92b
 .
[15] Traduzido por E.W. Kirzner, Soncino Press (1961).
[16] “E R Aha b. Jacob disse: ‘Existe ainda um outro céu acima das cabeças das criaturas vivas, pois está escrito: E sobre as cabeças das criaturas vivas existiu algo com a semelhança de um firmamento, com a cor do terrível gelo, estendido acima de suas cabeças’ [Ezequiel 1,22]. Assim, quanto mais você tiver permissão para falar, daí em diante não terá permissão para falar, pois assim está escrito no livro de Ben Sirac: ‘Não procures as coisas que são difíceis para ti, nem as coisas que estão escondidas de ti. Penses então nas coisas que te foram permitidas e não tenhas contato com as coisas que te são ocultas’ [Eclesiástico 3,21-22]“.
[17] Talmude Babilônio, Seder Mo’ed, Hagigah 13a.
[18] Traduzido por Israel Abrahams, Soncino Press (1961).
[19] S. Jerônimo, Comentário sobre Mateus 4,27,10, in “Ancient Christian Commentary of Scripture, New Testament”, Vol. 1b, Inter Varsity Press, 2002, pág. 275.
[20] Ambrosiaster, Comentário sobre 1Coríntios, in “Ancient Christian Commentary of Scripture, New Testament, Vol. 7″, Inter Varsity Press, 2002, pág. 23. “Ambrosiaster” (=pseudo-Ambrósio) foi o nome dado pelo teólogo Erasmo (1466-1536) para o autor anônimo do séc. IV que escreveu um comentário de todas as cartas de S. Paulo.
 
[21] Cf. Orígenes (+251 d.C.), Dos Princípios 3,2. Nenhum manuscrito da Ascensão de Moisés sobreviveu até os nossos dias.
[22] Cf. Geisler/Howe, o nome de Deus é encontrado no livro de Ester, na forma acróstica, em quatros pontos cruciais da história (Ester 1,20; 5,4; 5,13; 7,7), duas vezes para o futuro e duas vezes para o passado (Geisler/Howe, “The Big Book of Bible Difficulties”, pág. 219).
[23] [Flávio] Josefo, Contra Apião 1,8,38-40.
[24] “Encyclopaedia Judaica”, vol. 4, págs. 829-830.
[25] Em grego, “kraspedon”; refere-se às borlas, apêndices anexados aos mantos para que os judeus pudessem se lembrar da Lei.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Brasileiros a favor da vida fazem vigília diante do STF

A Suprema Corte do país pode decidir, nesta quarta-feira, se libera ou não o aborto de crianças com anencefalia.
“Estou aqui pela necessidade de defender a vida humana desde a concepção até a sua morte natural; porque defendendo os verdadeiros direitos humanos, será possível assegurar às futuras gerações uma sociedade justa e igualitária”. Assim o jovem Ari Andrade Filho explicou sua participação na Vigília pela Vida, realizada na noite desta terça-feira, 10 de abril, diante do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília. Além dele, aproximadamente mais 150 pessoas estavam diante da corte manifestando sua posição e rezando para que, nesta quarta-feira, os onze ministros não decidam legalizar o aborto de crianças com anencefalia no Brasil.
- A decisão que pode ser tomada nesta quarta-feira pelo Supremo, de permitir o aborto de anencéfalos, simboliza uma sociedade egoísta, uma sociedade que se torna incapaz de lidar com o sofrimento humano. Isso poderá abrir o precedente para que possamos, no futuro, nos tornar, cada vez mais, uma sociedade eugênica – completou Ari Filho.
DSC06108A vigília realizada pelos jovens brasilienses diante do STF foi uma entre várias que aconteceram Brasil afora, convocadas pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Nesta terça-feira a clamor contra o aborto também tomou contra da internet: no Twitter, a tag #afavordavida chegou a ficar em primeiro lugar nos Trending Topics do Brasil e entre os dez assuntos mais comentados do mundo por volta das 18h30.
A cantora Elba Ramalho, que já realizou um aborto e hoje é uma firme defensora da vida, também participou da vigília diante do Supremo. Ela animou os jovens que se manifestaram – tanto na Praça dos Três Poderes quanto na internet – a se manterem firmes:
- Se eles estão fazendo isso, é porque estão sintonizados com o Caminho, a Verdade e a Vida, que é Nosso Senhor Jesus Cristo. Tenho confiança nesses jovens que lutam bravamente e galhardamente e até salvam crianças do aborto evitando que sejam abortadas. Que esses jovens estejam à frente do nosso futuro. Vamos continuar intercedendo, tuitando, unidos – disse a cantora, que foi a Brasília especialmente para a vigília.
O bispo emérito de Guarulhos, Dom Luiz Bergonzini, também participou da vigília e incentivou a participação dos jovens, lembrando que o aborto é uma usurpação do poder de Deus.
- Digo aos jovens que continuem confiantes na ajuda de Deus. Continuem nessa luta, que é a luta para o bem, é a luta a favor da vida. Quem está a favor da vida, está a favor de Jesus. Jovens, coragem, vamos em frente, vamos lutar a favor da vida!
O deputado Eros Biondini (PTB-MG), que integra a Frente Parlamentar em Defesa da Vida, explicou que a tentativa de liberar o aborto de anencéfalos é uma forma de legalizar o aborto “pelas brechas”.
A Vigília pela Vida, diante do STF, prossegue até as 14h desta quarta-feira, quando deve começar a sessão que decidirá sobre o aborto de anencéfalos.
- Estamos aqui apelando para a conscientização das pessoas, apelando pelo que acreditamos. Estamos reunidos em comunhão - não só católicos, mas pessoas de outras religiões. Compomos uma grande parte da população do país que precisa ser ouvida - disse Raquel Nabut, outra jovem que participou da Vigília.